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RAPIDINHAS DO DIVÃ: Eu odeio o dia dos namorados

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Ontem assisti ao filme: "Eu odeio o dia dos namorados" que fala sobre Genevieve, uma mulher que adora flores e o Dia dos Namorados. Quer dizer, adora porque isso incrementa as vendas de sua floricultura. No fundo, ela detesta relacionamentos. Em muitos romances anteriores, ela acabou machucada e por isso optou por manter apenas casos, deixando os homens distantes de seu coração. O amor se tornou um jogo para ela, e a vitória é garantida já que nunca se envolve o suficiente. Quando conhece Greg, um homem bonito e agradável, Genevive tenta ensinar suas artimanhas contra o relacionamento duradouro, mas os dois acabam se envolvendo mais do que deveriam – ou gostariam. Na verdade, uma comédia romântica bem elaborada onde traz os conflitos amorosos sob a perspectiva dos dois lados - homem e mulher, buscando formas de compreender o sexo oposto nas relações amorosas e também de estabelecer um vínculo. Apesar da sutileza, mostra que temos muitos conflitos ligados aos relacionamento...

Psicanálise e Religião

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Apesar do mês de janeiro já estar quase acabando, gostaria de registrar alguns detalhes do fim de ano, que talvez salve um pouco o efeito consumismo do momento que nos trás o Natal. Momento que pouca gente parece se dar conta do ato que é o presentear e que pode também ser um gesto sublime. E isto ocorre justamente no dia em que celebramos o nascimento de Jesus. Os reis magos que levaram presentes para o menino Jesus na manjedoura ganham vida nessa época, de certa forma, na fantasia encarnada de Papai Noel. Esse gesto pode representar a celebração do milagre da vida, quando além do presente, algo mais pode surgir do ato. Principalmente quando vem de quem menos esperamos. É surpresa na certa! E isso aconteceu comigo. Por isso até resolvi partilhar com vocês leitores o presente, o livro: “Jesus, o maior Psicólogo que já existiu.” De Mark W. Baker. Trata-se de uma abordagem original da relação entre ciência e religião, ligando os principais ensinamentos de Jesus às descobertas da psicolog...

Balanço de Fim de Ano

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Apesar de o ano de 2011 já ter chegado, vale lembrar que todo final de ano é momento de balanço, de lembrarmos do que fizemos, as comemorações, os amigos, ganhos e perdas, alegrias e tristezas. E assim fico me perguntando: Com quem estarei neste fim de ano? O que vou dizer aos amigos, parentes e a mim mesmo? E o que significa o Natal em nossos corações e o que quer dizer o término de um ano? As cidades estão enfeitadas e brilham com o espírito de mais um ano se findando e embora seja uma simples convenção, simbolicamente é momento de renovação, de passagem para uma vida nova em mais um ano novo. Assim repetimos rituais. É um período em que as emoções são manifestadas de diferentes formas. É época de pilha nova nos ideais. Tem pessoas que passam o ano acomodadas, sem pensar em nada e quando chega ao final do ano, lembram dos mais necessitados, faz doações para diminuir a culpa. É incrível a capacidade do ser humano de olhar só o que quer, acreditar no que quer e negar o que não lhe inte...

Quem ama trai?

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Outro dia fui pego por uma cliente me fazendo esta seguinte pergunta à qual resolvi partilhar com vocês leitores. Em pleno século 21, podemos observar que a mulher está cada vez mais independente, mas não podemos dizer que há uma igualdade entre homens e mulheres quando o assunto é relacionamento. Vemos, que as relações amorosas enfrentam diálogos e acordos que eram “inadmissíveis” até pouco tempo atrás e hoje em dia há uma maior flexibilidade nos relacionamentos. E quanto à traição? Alguns especialistas afirmam que o problema é mais grave e também gera um maior sofrimento. Principalmente diante da modernidade – na era do consumo – é possível presenciarmos as pessoas desenvolverem um sentimento de posse, com a mentalidade do consumo, aflorando ainda mais o sentimento da pessoa traída. E não esquecemos o outro lado da moeda: pessoas que buscam relacionamentos como um fast-food, sem se prender a ninguém, numa grande relação onde os valores acabam diluídos e, o outro não tem importância n...

Consumismo: a felicidade imediata e maquiada

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Depressão, pânico, ansiedade, fobia, estresse, são as formas apresentadas hoje em dia de sofrimento dos sujeitos que buscam tratamento. São denominações atuais do que Freud chamou de mal-estar na cultura e que ele afirmava que alcançar e manter a felicidade, propósito dos seres humanos, é um programa irrealizável. Isso porque a felicidade corresponderia à satisfação imediata de necessidades. A vida como nos é imposta é árdua; traz dores, desenganos, tarefas insolúveis. E para suportá-la, não podemos somente buscar os calmantes. Eles existem, nos fazem amenizar um pouco nossa miséria, mas não perduram. Em contrapartida, o mundo moderno indica que devemos ser felizes e completos. Exigindo que para isso compremos. Como se a felicidade estivesse diretamente ligada ao consumo desenfreado. Não nego que há grande satisfação quando adquirimos algo que almejamos há algum tempo. Mas se observarmos há pessoas que não se contentam com um mínimo, sempre querendo mais e mais. Compra um celular hoje...

Você quer o que deseja?

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A psicanálise é uma das grandes experiências culturais do nosso século. E, nos ultimos anos, evidenciou-se que não podemos reduzir seu papel à relação de consultório com um analista. Muito temos a dizer, além da clínica. Por isso, alguns psicanalistas têm tratado de falar à sociedade e sobre a sociedade, através da mídia, como o faço aqui. Jorge Jorbes, Psicanalista paulista lançou há algum tempo um livro intitulado “Você quer o que deseja?” que nos trás um ganho, mesmo para aqueles que nunca passaram pelo divã. Ele lança uma questão que fica: como podemos aprimorar a qualidade de nossas ações e escolhas e também conhecendo melhor nós mesmos e ao mundo? Na verdade, ele não vem explicar, pois nosso mundo está em constante mudança e é uma ilusão tentar decifrá-lo pensando que poderemos ter um pouquinho mais de paz. Esse é o erro dos que vendem respostas prontas que só adiam e agravam angústia, cada vez mais escondida dentro de nós. O que devemos fazer é outra coisa: melhorar a qu...
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Falar desse incômodo afeto – o ciúme, tão familiar e recorrente nos dias de hoje é importante e como dizia o filósofo Spinoza: para se transformar um afeto é preciso compreendê-lo. Alguns especialistas costumam utilizar o termo “relações tóxicas” para determinar quando se percebe que algo não está bem na relação a dois e que caminha mais para situações de desgastes e destruições. Na maioria das vezes o ciumento é aquela pessoa insegura que quer controlar tudo e sempre muito desconfiada, com medo de ser passada para trás, ser trocada por outra pessoa. É natural sentir ciúme, afinal o desejo do outro é importante para todos e faz parte da vida. Mas quando o ciúme aparece em excesso, devemos analisá-lo. A pessoa é invadida por dúvidas, tendo dificuldades de distinguir a fantasia e a realidade. Algumas vezes assume atitudes de investigação em relação à vida do outro, vasculha objetos pessoais, aparece de surpresa em lugares. E mesmo assim, suas questões não são respondidas, permanecendo a ...