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Ideais demais, frustrações também!

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Ontem comentava do sofrimento das pessoas nos relacionamentos. É muito complicado aferirmos algo sobre como superar determinados sentimentos dolorosos quando um relacionamento acaba ou está em desgaste, mas as diferenças subjetivas são muitas e o desejo de cada um vai aparecendo e em alguns casos, a distância vai aumentando também. Quando nos apaixonamos, acreditamos ter encontrado o par perfeito. Ficamos felizes e completos, como se tivesse acabado com a nossa falta existencial – a castração (a incompletude, a solidão....). A psicanálise nos ensina que somos díspares, ou seja, não fazemos par. Nos anulamos pelo outro como se isso nos fizesse iguais, sem diferenças. Puro engano. Observo alguns casos no consultório de pessoas, após o término de um relacionamento, acreditarem que agora descobriram que amam o parceiro, que até bem pouco tempo, diziam estarem esgotadas, não quererem mais. Mas o inevitável aconteceu. Depois de tanto falar que não queria mais, que o parceiro fosse embora...

Sentimentos e família

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O ano começou e mais um mês já está ficando para trás. Freud dizia que é preciso moderar nossas reinvindicações, pois podemos nos decepcionar. Devemos mesmo é ser modestos e suportar as dificuldades vindas dos medos do envelhecimento, da morte, do sofrimento das relações com outros seres humanos...e muitos outros medos que não cessam em aparecer pelo caminho. Assim já estaremos bem. Estamos sobre pressão o dia todo e assim, vamos vivendo... perdemos, ganhamos, dividimos, compartilhamos, nos isolamos, nos defendemos, rimos, choramos, entra dia, sai dia e estamos ali, caminhando de forma a fazer o melhor, pois assumir nossos atos é o melhor para nós mesmos. A neurose nossa de cada dia é que pode nos atrapalhar. Ela é nossa própria armadilha, fazendo-nos planejar mal nossas coisas, traindo a nós mesmos e aos outros. Às vezes caímos como patinhos em nossos próprios jogos de sedução, de má elaboração das coisas, de charmes e luxos que provocamos. É muito comum agirmos assim em família. R...

A vida de hoje

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A vida sempre nos obriga a administrar os conflitos que aparecem no meio do caminho. Quando não é um tropeço, é outro. Lidar com as dificuldades não é fácil e nos impõe certa habilidade. Ainda mais quando os problemas estão relacionados a terceiros, aí a impotência pode ser um grande imperativo, pois vale a interpretação de cada um no problema. Li outro dia que a impotência é irmã da raiva. Tive que concordar. Ela – a impotência – faz despertar em nós uma reação de raiva que pode perturbar. A exemplo disso é um animal que acuado pode atacar. Assim somos nós, quando não temos escolha ou diante de saídas insuportáveis, acabamos ficando bravos, agressivos e, porque não sabemos lidar com as coisas que não conseguimos mudar em nós, no outro, no mundo... Várias vezes, não fizemos coisas opostas ao que queríamos ou sentíamos? Tudo por causa do medo de assumir o que realmente desejamos. No amor então, é sempre muito comum. Ao imaginarmos que vamos perder o amor do outro, acabamos não sendo...

TEMPO...

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Em BH. Por um momento, me coloquei a refletir sobre as pessoas num shopping. Como a vida passa rápido. As pessoas andam rápido, comem rápido, conversam rápido, tudo muito em sintonia com nosso tempo que exige cada vez mais tempo de nós. Já são insuficientes as 24h do dia pra tanta coisa que arranjamos pra fazer. Temos necessidade de mais! E nessa época, em que se aproxima o Natal, o final de ano, temos mais pressa. Não só para tentar realizar aquelas coisas que nos propusemos lá no início de 2011 e que prometemos que iríamos cumprir e, que pelo jeito, nem 1/3 saiu do papel ou mesmo das idéias. E isso é tão interessante, que se pararmos para observar esses rituais, chamo de rituais, pois não deixa de vir acompanhado com aquelas manias que não largamos mão: roupa branca no ano novo, pular sete ondinhas, ... e aí vai. Mas voltando à correria do fim de ano e também sobre as reflexões a que isso implica, vale reforçar que o ano passa e dessas propostas que colocamos pra nós mesmos, é imp...

Birra?!

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Esta semana atendi um jovem homem, que está passando por alguns problemas em seu trabalho. Este atua em um cargo de chefia numa empresa, na qual vem tendo problemas com seu funcionário. Durante a sessão, aconteceu um pequeno equívoco ao falar. Ao relatar sobre o caso, ao invés de dizer que estava com problemas profissionais, escapou-lhe a palavra: pessoais. Até aí tudo muito atento, como deve ser a escuta de tal cliente. No decorrer da sessão a qual relatou o fato da dificuldade enfrentada com tal funcionário, disse estar com birra do mesmo. Me veio, inconscientemente, dizer-lhe que birra tem é criança, ou pelo menos consiste em um ato um tanto que infantil por parte do mesmo, haja vista seu lapso (a psicanálise considera o lapso como um ato falho cometido por uma inadvertência ao se falar ou escrever que consiste em substituir por uma outra palavra que se queria dizer) no início da sessão quando ao dizer problemas profissionais, disse problemas pessoais. Digo isso para ilustrar que...

Metodologia em Ato

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Ontem em Manhuaçú participamos de mais um Fórum Regional de Saúde Mental, onde abordei sobre o livro “METODOLOGIA EM ATO” de Antonio Teixeira (2010) que relata uma pesquisa realizada em vários CAPS de MG, com o objetivo de investigar os modos de funcionamento dos CAPS, dando ênfase à ABORDAGEM DOS IMPASSES, OS EFEITOS PRODUZIDOS PELA APLICAÇÃO do dispositivo de CONVERSAÇÃO CLÍNICA. Além de um pequeno esboço teórico da saúde mental nos anos 70 (priorizando a ideologia da hospitalização), nos anos 80 (a criação dos ambulatórios de saúde mental), nos anos 90 (a introdução dos CAPS mudando os paradigmas: tratamento dia, oficinas terapêuticas, etc.) e agora, após 20 anos dessa implantação, é possível perceber que cada instituição apresenta um projeto próprio, fazendo com que cada trabalhador tenha que aprender a conviver com uma diversidade desguarnecida de um princípio norteador comum. O autor trata também da crescente hegemonia do discurso psiquiátrico contemporâneo, onde o saber está ...

Felicidade...

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Tenho me perguntado sobre a felicidade! Não sei se é porque alguns próximos têm me perguntado muito sobre o tema. Outro dia percebia que os finais de novela sempre são muito felizes, tentam apresentar um protótipo de felicidade, mas a bem da verdade é que esse protótipo não existe. Se vocês, caros leitores, perceberem, verão que a exemplo dos finais de novela, a felicidade sempre vem acompanhada. Ou seja, para ser feliz, só casando! Vocês já viram o tanto de casamento que aparece nos finais de novela? E nos filmes, principalmente em comédias românticas, a felicidade está sempre acompanhada. É como se dissesse sozinho, impossível ser feliz! E não é bem assim. Conheço muita gente que mesmo sozinhas estão bem. Felizes. E também podemos encontrar muitos acompanhados, que estão mais infelizes do que felizes. Principalmente por encontrarmos na sociedade a dificuldade em saber se relacionar sem demandar demais ao outro (companheiro) todos os seus problemas e soluções. É importante estarmo...