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Nosso inconsciente e o amor

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Existem momentos em nossas vidas que passamos buscando entendimento para determinadas atitudes que vivenciamos seja pelos outros conosco, seja de nós mesmos com os outros. São os equívocos que nosso inconsciente teima em mostrar pro mundo e principalmente pra gente. Nossa experiência inicial, de nascimento, deve ser terrificante, um desamparo absoluto, forçado a sair de um ambiente totalmente harmonioso, aconchegante, dependente do outro que cuida de nós. Essa experiência deve ser de certa forma vir em nossas mentes em algumas situações. Penso isso pois, muitos de nós, quando terminamos alguns relacionamentos passamos por situações tão terríveis, de sentimentos que parecem insuportáveis, sem sentido lançando-nos em passagens ao ato, às quais podem produzir mais sofrimento pois agimos em lugar do pensar, fazemos em lugar do sofrer, acabamos com tudo para evitar a dor, o luto pela perda que parece insuportável nos provoca, em nosso íntimo, sentimentos muitos deles, perversos, que desej...

O Esgotamento da vida e as drogas

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Hoje estava lendo uma parte do livro do Padre Fabio e do Gabriel Chalita, “Cartas entre Amigos” que me fez refletir um pouco sobre o momento em que acabamos de viver que é o carnaval – nossa maior festa. Retratada pelo mundo afora, através das nossas diversões, as brincadeiras, os foliões, os blocos, sempre com muita gente que sabe se divertir. Também temos um outro lado, de esgotamento da vida roubada, de jovens que se divertem sem as devidas considerações pelas escolhas que fazem, das desonestidades afetivas, entregam-se ao nada. São muitas as festas fartas de vazios de significados. Bebemos para esquecer e amamos sem amor na busca de preencher o nada da vida. Nosso vazio sempre mostrando sua cara, seu buraco. Tive oportunidade de presenciar, recentemente em uma determinada festa de pré-carnaval, situação que me fez lembrar num grande filósofo Hegel que chamava de Espírito do mundo, a uma rede de relações sem fim. Dizia ele que o homem não pensa, é o espírito que pensa através del...

O caminho da vida

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Às vezes não temos muito o que dizer e mesmo assim insistimos em dizer, buscar explicações, para aquilo que já começou com cara de que não ia dar certo ou mesmo que não tinha como dar certo e, meio que com um ideário de herói, insistimos como que guerreiros na tentativa em vão de pagar pra ver o que vai dar! E o preço pode ser muito caro. Assim muitos de nós caímos nas armadilhas que a vida nos oferece: o envelhecimento, as doenças, as separações, as perdas... Lidamos mal com esses acontecimentos porque procuramos segurança, estabilidade... resistimos às mudanças que a vida nos promove. Somos apegados às coisas e às pessoas. Como é difícil equilibrarmos o Real com o Ideal da Vida. Por sermos seres sociais, somos carentes do contato social, afetivo. As relações ligadas à família, à amizade são fundamentais para nosso bem estar e equilíbrio psíquico. É importante compreendermos a o caminho da vida e seguir caminhando, passando por pedras, terra, caminhos belos e feios, agradáveis e de...

Ideais demais, frustrações também!

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Ontem comentava do sofrimento das pessoas nos relacionamentos. É muito complicado aferirmos algo sobre como superar determinados sentimentos dolorosos quando um relacionamento acaba ou está em desgaste, mas as diferenças subjetivas são muitas e o desejo de cada um vai aparecendo e em alguns casos, a distância vai aumentando também. Quando nos apaixonamos, acreditamos ter encontrado o par perfeito. Ficamos felizes e completos, como se tivesse acabado com a nossa falta existencial – a castração (a incompletude, a solidão....). A psicanálise nos ensina que somos díspares, ou seja, não fazemos par. Nos anulamos pelo outro como se isso nos fizesse iguais, sem diferenças. Puro engano. Observo alguns casos no consultório de pessoas, após o término de um relacionamento, acreditarem que agora descobriram que amam o parceiro, que até bem pouco tempo, diziam estarem esgotadas, não quererem mais. Mas o inevitável aconteceu. Depois de tanto falar que não queria mais, que o parceiro fosse embora...

Sentimentos e família

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O ano começou e mais um mês já está ficando para trás. Freud dizia que é preciso moderar nossas reinvindicações, pois podemos nos decepcionar. Devemos mesmo é ser modestos e suportar as dificuldades vindas dos medos do envelhecimento, da morte, do sofrimento das relações com outros seres humanos...e muitos outros medos que não cessam em aparecer pelo caminho. Assim já estaremos bem. Estamos sobre pressão o dia todo e assim, vamos vivendo... perdemos, ganhamos, dividimos, compartilhamos, nos isolamos, nos defendemos, rimos, choramos, entra dia, sai dia e estamos ali, caminhando de forma a fazer o melhor, pois assumir nossos atos é o melhor para nós mesmos. A neurose nossa de cada dia é que pode nos atrapalhar. Ela é nossa própria armadilha, fazendo-nos planejar mal nossas coisas, traindo a nós mesmos e aos outros. Às vezes caímos como patinhos em nossos próprios jogos de sedução, de má elaboração das coisas, de charmes e luxos que provocamos. É muito comum agirmos assim em família. R...

A vida de hoje

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A vida sempre nos obriga a administrar os conflitos que aparecem no meio do caminho. Quando não é um tropeço, é outro. Lidar com as dificuldades não é fácil e nos impõe certa habilidade. Ainda mais quando os problemas estão relacionados a terceiros, aí a impotência pode ser um grande imperativo, pois vale a interpretação de cada um no problema. Li outro dia que a impotência é irmã da raiva. Tive que concordar. Ela – a impotência – faz despertar em nós uma reação de raiva que pode perturbar. A exemplo disso é um animal que acuado pode atacar. Assim somos nós, quando não temos escolha ou diante de saídas insuportáveis, acabamos ficando bravos, agressivos e, porque não sabemos lidar com as coisas que não conseguimos mudar em nós, no outro, no mundo... Várias vezes, não fizemos coisas opostas ao que queríamos ou sentíamos? Tudo por causa do medo de assumir o que realmente desejamos. No amor então, é sempre muito comum. Ao imaginarmos que vamos perder o amor do outro, acabamos não sendo...

TEMPO...

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Em BH. Por um momento, me coloquei a refletir sobre as pessoas num shopping. Como a vida passa rápido. As pessoas andam rápido, comem rápido, conversam rápido, tudo muito em sintonia com nosso tempo que exige cada vez mais tempo de nós. Já são insuficientes as 24h do dia pra tanta coisa que arranjamos pra fazer. Temos necessidade de mais! E nessa época, em que se aproxima o Natal, o final de ano, temos mais pressa. Não só para tentar realizar aquelas coisas que nos propusemos lá no início de 2011 e que prometemos que iríamos cumprir e, que pelo jeito, nem 1/3 saiu do papel ou mesmo das idéias. E isso é tão interessante, que se pararmos para observar esses rituais, chamo de rituais, pois não deixa de vir acompanhado com aquelas manias que não largamos mão: roupa branca no ano novo, pular sete ondinhas, ... e aí vai. Mas voltando à correria do fim de ano e também sobre as reflexões a que isso implica, vale reforçar que o ano passa e dessas propostas que colocamos pra nós mesmos, é imp...